
ANÃLISE CEPEA – Em novembro, o Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% de grãos inteiros) teve alta de 4,3%, encerrando o mês a R$ 35,02/sc de 50 kg e voltando aos patamares observados em janeiro de 2013.
Segundo pesquisadores do Cepea, a sustentação veio da demanda. Indústrias tiveram maior interesse de compra, visando atender novos contratos de exportação e do mercado doméstico. Na última quinzena de novembro, os setores atacadista e varejista dos grandes centros consumidores do Sudeste e Centro-Oeste também estiveram mais ativos, depois de terem ficado pelo menos três meses realizando compras apenas para reposição de estoque.
Do lado vendedor, orizicultores se mantiveram retraÃdos, à espera de novas altas, tanto em relação ao arroz depositado nos armazéns das indústrias quanto ao “livre†(armazenados nas propriedades rurais). Produtores com arroz disponÃvel neste perÃodo de entressafra normalmente estão capitalizados, não precisando de vendas imediatas. Além disso, orizicultores estiveram atentos à semeadura do arroz da safra 2013/14, que estava ligeiramente atrasada no Rio Grande do Sul. As frequentes chuvas ocorridas ao longo de novembro no estado trouxeram a necessidade de replantios e de intensificação dos tratos culturais.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), no dia 29 de novembro, a semeadura da safra 2013/14 chegou a 87,2% da área prevista no Rio Grande do Sul, estimada em mais de 1 milhão de hectares. Na média das últimas três safras, o cultivo foi de 90% da área estimada no mesmo perÃodo. Entre as regiões, na Fronteira Oeste, o semeio estava mais avançado (93,8%), enquanto na Depressão Central observou-se o menor percentual (79,6%). Na Campanha, a semeadura havia atingido 82,5% da área estimada até o final de novembro, na PlanÃcie Costeira Interna, 87,3%, e na PlanÃcie Costeira Externa, 81,5%.
Em todas as principais regiões produtoras, o preço médio subiu em novembro. Na Fronteira Oeste, foi observado o maior aumento no preço médio, de 5,4%, no acumulado de novembro. Na Zona Sul, houve alta de 4,5%; na PlanÃcie Costeira Interna, de 4,3%; na Depressão Central, de 3,1%; e na Campanha, de 2,9%.Â
Apesar da valorização, no agregado, ainda há regiões em que as altas foram menos intensas, o que amplia a diferença em relação ao Indicador. Em novembro, por exemplo, enquanto o Indicador teve alta de 1,46 real/saca de 50 kg, na Campanha, houve reação de apenas 92 centavos e na Depressão Central, de 98 centavos. Já nas regiões da Fronteira Oeste, o aumento foi de 1,76 real, devido à forte procura por arroz de empresas da Zona Sul e da PlanÃcie Interna para atender os contratos de exportação. Esse cenário está relacionado à s exportações, já que, neste semestre, as cotações subiram inicialmente em regiões próximas ao porto de Rio Grande e, em novembro, com maior intensidade onde há grandes volumes de produção e processamento, como a Fronteira Oeste. Nas regiões intermediárias, a liquidez foi sendo bem menor.Â
Arroz de 60% de grãos inteiros no RS
No acumulado de novembro, o preço médio do arroz de 60% de grãos inteiros do Rio Grande do Sul subiu 4,4%, encerrando o mês a R$ 35,35/sc de 50 kg (dia 29). Dentre as regiões, foi na Fronteira Oeste que o preço teve o maior aumento, de 5,19%, e valor de R$ 34,79/sc no final de novembro. Na Zona Sul, a alta foi de 4,76% (R$ 36,93/sc); na PlanÃcie Costeira Interna, de 4,5% (R$ 36,76/sc); na Campanha, de 4,3% (R$ 34,14/sc); e na Depressão Central, de 4,04% (R$ 33,20/sc). Â
Mato Grosso
Em Mato Grosso, a comercialização do arroz em casca seguiu lenta em novembro. Indústrias alegaram que as vendas do beneficiado estiveram limitadas ao setor atacadista e varejista daquele estado, reduzindo a necessidade de novas compras. Este cenário foi resultado do maior preço da saca casca no estado mato-grossense se comparado ao do Rio Grande do Sul. Empresas deram preferência para a compra de arroz depositado em seus armazéns para atender pedidos. Já unidades com necessidade de buscar lote de arroz “livre†(armazenado nas propriedades rurais) tiveram dificuldades na compra, devido à baixa oferta de orizicultores.Â
Produtores mato-grossenses, por sua vez, estiveram com atenções voltadas à semeadura da soja para, em seguida, começar os trabalhos envolvendo o arroz. Muitos produtores fizeram receita com a venda de milho. Em novembro, o arroz de 55% a 57% grãos inteiros foi negociado em torno de R$ 42,00 a R$ 43,00/saca de 60 kg, posto indústria da região de Sinop/Sorriso.






