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13.09.2013 | CEPEA - ARROZ - AGOSTO

ANÃLISE CEPEA – O mercado de arroz em casca fechou o mês de agosto em ritmo bastante lento no Rio Grande do Sul. O Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% de grãos inteiros) atravessou o mês na casa dos R$ 34,00/saca de 50 kg. Apesar disso, houve aumento da disparidade de preços entre as regiões do estado, em grande parte, ainda influenciado pelos negócios voltados ao mercado externo. No acumulado do mês, enquanto os preços no Litoral Sul subiram 1,3%, os da Fronteira Oeste caíram 1%. Quanto ao Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa, registrou apenas ligeira alta de 0,1%, encerrando o mês a R$ 34,76/saca de 50 kg.

Considerando-se as médias mensais de agosto, na Fronteira Interna e no Litoral Sul, os valores ficaram 1,64 real/saca e 1,68 real/saca, respectivamente, superiores à média mensal do Indicador, os maiores diferenciais em 22 meses. Já nas regiões da Campanha, Depressão Central e Fronteira Oeste, as médias estiveram 1,47 real/sc, 1,44 real/sc e 1 real/sc, respectivamente, inferiores ao Indicador. Esse cenário influenciou uma maior “queda de braço†entre agentes, reduzindo a liquidez no correr de agosto.

No geral, indústrias consultadas pelo Cepea negociaram o arroz em casca de acordo com o volume necessário para atender as vendas de beneficiado ao setor atacadista e varejista. Orizicultores, por sua vez, venderam o produto quando precisaram “fazer caixa†e/ou cumprir pagamentos de safra. Agentes consultados pelo Cepea indicaram que outro fator que influenciou a lentidão do mercado foi o adiantamento de recurso financeiro (pré-custeio) concedido aos orizicultores para a compra de insumos para as atividades de pré-plantio da próxima safra, oriundas de bancos e empresas de insumos.

Ao longo de agosto, indústrias também alegaram que as negociações com o setor atacadista e varejistas dos grandes centros estiveram aquém do esperado, tanto em volume quanto em preço, devido ao lento repasse das altas nos preços do casca para o fardo. Neste cenário, indústrias concederam, em média, maior aumento ao preço do arroz depositado em seus armazéns, do que ao arroz “livre†(armazenado nas propriedades rurais). 

Considerando-se as médias de julho e de agosto de 2013, o diferencial entre o preço do arroz “livre†e o do arroz depositado registrou queda, passando de 1,10 real/sc em julho para 0,96 real/sc em agosto. Dentre as principais regiões acompanhadas pelo Cepea no Rio Grande do Sul, somente as indústrias da Fronteira Oeste pagaram valores ligeiramente maiores para o arroz “livre†do que para o arroz depositado em seus armazéns. Nas regiões da Campanha e Depressão Central, os preços ofertados para o arroz “livre†tiveram ligeira queda, enquanto os do arroz depositado, pequeno aumento.  

 Arroz de 60% grãos inteiros

Em agosto/13, a média mensal do arroz de 60% de grãos inteiros no Rio Grande do Sul foi de R$ 35,00/sc de 50 kg, alta de 0,4% frente à de julho/13. Para o arroz de 58% grãos inteiros (Indicador), o valor médio subiu somente nas regiões da Planície Costeira Interna e Zona Sul. De julho para agosto, na Planície Costeira Interna, a média mensal subiu 1,4% (R$ 36,46/sc) e na Zona Sul, 1,22% (R$ 36,50/sc). Já nas demais regiões, de julho para agosto, o preço recuou. Na Depressão Central, houve queda de 0,54% (R$ 33,50/sc); na Planície Costeira Externa, de 0,41% (R$ 36,22/sc); na Campanha, de 0,14% (R$ 33,55/sc) e, na Fronteira Oeste, o preço permaneceu estável, a R$ 34,00/sc.

 Mercado do arroz em Mato Grosso

Em Mato Grosso, de julho para agosto de 2013, a média de preço registrou expressivo aumento, de 13%, indo para R$ 41,63/sc de 60 kg, e mantendo o ritmo alta verificado nos últimos três meses. Em agosto, o arroz de 55% a 57% grãos inteiros foi negociado entre R$ 39,00 e R$ 42,00/sc de 60 kg. Para termos de comparação, em equivalente saca de 50 kg, o valor médio em Mato Grosso seria de R$ 34,69/sc.  Segundo agentes consultados pelo Cepea, produtores estiveram atentos à colheita e à venda da safra de milho, em detrimento da venda de arroz em casca. O volume de milho colhido nesta 2ª safra deve ser recorde, fazendo com que produtores necessitem de espaço em seus armazéns. Além disso, o preço médio da saca de milho está abaixo do mínimo estipulado pela Conab; enquanto o valor médio do arroz está acima do mínimo (Conab). Para o arroz, produtores estiveram retraídos, na expectativa de maior patamar de preço para os meses de entressafra. Assim como verificado no Rio Grande do Sul, agentes de indústrias mato-grossenses se queixaram da baixa venda de arroz beneficiado aos municípios do estado e afirmaram que os preços de arroz não estavam competitivos para repassar a outras regiões do País.



  


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