
ANÃLISE CEPEA – Os preços de arroz cederam em janeiro, com a proximidade da nova safra. No geral, com a situação favorável ao desenvolvimento das lavouras, as cotações estão mais enfraquecidas desde meados de outubro.Â
No correr do mês, agentes estiveram atentos à s condições das lavouras nas regiões produtoras do Sul, assim como aos nÃveis de estoques nas indústrias beneficiadoras. Isto porque muitas beneficiadoras estiveram retraÃdas no mês, alegando dificuldade em negociar o arroz com os setores atacadista e varejista. As menores oscilações de preços em janeiro foram reflexos dos maiores volumes negociados, comparativamente ao bimestre anterior. Mesmo assim, houve queda de braço entre as partes, o que limitou uma sustentação das cotações.Â
Assim, as negociações no fÃsico seguiram lentas praticamente ao longo de todo o mês. Além disso, parte das indústrias apontou que a importação de arroz beneficiado dos parceiros do Mercosul chegam aos grandes centros consumidores a preços mais competitivos que o arroz nacional. Com isso, compradores apostaram em quedas de preços. Já vendedores ofertaram o produto apenas quando houve necessidade de “fazer caixa†e/ou desocupar o silo para receber a nova safra.
O desenvolvimento das lavouras de arroz no Rio Grande do Sul é considerado bom nesta temporada. O clima está sendo favorável, apesar de alguns poucos perÃodos não adequados, como chuvas fortes e temperaturas mais baixas que ocorreram em janeiro. Segundo dados da Conab divulgados no inÃcio de fevereiro/13, a produtividade brasileira deve superar à da temporada anterior, em 4,1%.
Com isso, apesar da ligeira redução de área em termos nacionais, a produção pode ser 3,7% maior, puxada pelos maiores volumes do Rio Grande do Sul, Maranhão, Mato Grosso e PiauÃ.
Quanto aos preços, em janeiro, o Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58 grãos inteiros) teve queda de 2,5%, encerrando o mês a R$ 34,37/sc (31). A média mensal foi de R$ 34,50/sc de 50 kg, 5,1% inferior à de dezembro/12, mas 31,1% superior à de janeiro/12, em termos nominais.
Considerando-se os meses de janeiro de anos anteriores, em temos reais (valores deflacionados pelo IPCA), a média de janeiro/13 é a menor somente que as de 2009 e 2010. Além disso, a média do Indicador de janeiro está abaixo apenas das observadas de maio/08 a janeiro/09 e também de setembro/12 a dezembro/12.
Dessa forma, do ponto de vista de vendedores, os preços atuais ainda são atrativos.
Entre as regiões que compõem o Indicador, as cotações cederam 5,9% na Campanha no acumulado de janeiro. Na Fronteira Oeste, a queda foi de 2% no mesmo perÃodo, na Depressão Central, de 3,6%, na PlanÃcie Costeira Interna, de 6%, e na Zona Sul, de 4,6%.
De acordo com agentes colaboradores consultados pelo Cepea, a maioria acredita que a colheita da safra 2012/13 comece na segunda quinzena de fevereiro. Já em algumas áreas da Depressão Central, da PlanÃcie Costeira Externa e da Fronteira Oeste, os trabalhos podem iniciar na primeira quinzena de fevereiro e, na Fronteira Oeste, apenas em meados de março.
Mercado regional em Mato Grosso
Em janeiro de 2013, o preço do arroz em casca caiu em Mato Grosso, diante da proximidade da nova safra. Colaboradores do Cepea relataram que a colheita da safra 2012/13 é bem lenta neste momento, devendo ser intensificada em fevereiro. Nesse cenário, as atenções estiveram voltadas para a colheita da soja.Â
No correr de janeiro, o arroz de 53% a 55% grãos inteiros posto região Sorriso e Sinop foi negociado entre R$ 50,00 e R$ 52,00/sc de 60 kg; e o arroz de 55% a 60% de grãos inteiros, a R$ 55,00/sc. Vale lembrar que, em dezembro/12, praticamente não houve comercialização e, em novembro, o arroz de 53% a 59% de grãos inteiros esteve entre R$ 56,00 e 58,00/sc de 60 kg.






