
30.10.2012 | CEPEA - ARROZ - OUTUBRO
ANÃLISE CEPEA – O Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58 grãos inteiros) acumulou queda de 1,4% em outubro, após fechar em alta durante seis meses consecutivos – em abril/12, o Indicador subiu 6,4%, em maio/12, 2,96%, em junho/12, 1,12%, em julho/12, 6,24%, em agosto/12, expressivos 15,82% e em setembro/12, 10,87%.
Segundo pesquisadores do Cepea, ao longo de outubro/12, beneficiadoras gaúchas reduziram paulatinamente o interesse de compra, quando comparado aos meses de setembro e agosto. Isso porque essas empresas estavam retirando o volume adquirido em perÃodos anteriores, seja junto a orizicultores ou nos leilões de venda de arroz em casca do governo federal. Além disso, as vendas de arroz beneficiado aos grandes centros consumidores estiveram lentas no correr de outubro, de acordo com relatos de agentes colaboradores.
Orizicultores consultados pelo Cepea, por sua vez, estiveram concentrados nas atividades de plantio da safra 2012/13 durante a segunda quinzena de outubro, aproveitando as chuvas do inÃcio do mês.
Enquanto em parte da Fronteira Oeste o ritmo do plantio esteve mais lento, devido à s constantes chuvas ao longo de outubro, na Zona Sul, alguns produtores já encerraram o cultivo do arroz, iniciando, inclusive, as atividades envolvendo a soja. Agentes do mercado também afirmaram que não tiveram grande necessidade de fazer “caixaâ€, especialmente nas duas últimas semanas de outubro.
Leilão de venda da Conab
De acordo com dados da Conab, os quatro leilões de venda de arroz em casca realizados em outubro totalizaram oferta de quase 288 mil toneladas e venda de 30,78% (88,638 mil toneladas). O preço médio de todo o volume ofertado em outubro é de R$ 36,53/sc de 50 kg. O menor preço foi registrado para lote de Santa Vitória do Palmar (R$ 25,65/sc) no leilão do dia 11, e o maior, para Mostardas (R$ 42,65/sc), no do dia 2. De maneira geral, agentes colaboradores pelo Cepea queixam-se da baixa qualidade do arroz ofertado nos leilões e da lentidão na retirada do produto.
Arroz de 60 grãos inteiros
De setembro para outubro, o preço médio mensal do arroz de 60% grãos inteiros no Rio Grande do Sul foi de R$ 39,07/sc de 50 kg, alta de 2,66%. Dentre as regiões, o maior aumento no preço médio mensal, de 3,72%, ocorreu na PlanÃcie Costeira Interna (com a média a R$ 40,12/sc em outubro). Na Zona Sul, o preço médio mensal teve alta de 3,63% (R$ 39,93/sc) no mesmo perÃodo. Na Fronteira Oeste, a elevação foi de 3% (R$ 38,53/sc); na PlanÃcie Costeira Externa, de 1,28% (R$ 40,33/sc); na Campanha, de 1,06% (R$ 37,92/sc) e na Depressão Central, de 1% (R$ 38,65/sc). Vale informar que, devido ao baixo número de preços coletados na região de PlanÃcie Costeira Externa no correr de outubro, foram fechadas médias apenas nos dias 30 e 31 do mês.
Arroz depositado e arroz “livreâ€
Considerando-se as médias de setembro/12 e de outubro/12, o diferencial entre o preço do arroz “livre†(depositado nos armazéns dos produtores) e o do arroz depositado nas beneficiadoras registrou ligeira queda, passando de 1,22 real/sc para 0,94 real/sc. O mesmo comportamento foi observado entre agosto e setembro deste ano, quando o diferencial passou de 1,3 real/sc para 1,22 real/sc. Dentre as regiões que compõem o Indicador do arroz, observou-se que, na Depressão Central, na Fronteira Oeste e na PlanÃcie Costeira Interna, o aumento na cotação média do arroz depositado foi mais intenso que o do arroz “livreâ€. Nas duas primeiras regiões, este resultado pode estar ligado à disponibilidade interna das beneficiadoras da região. Já na PlanÃcie Costeira Interna, o cenário possivelmente reflete o desinteresse de compra das empresas, o que reduziu significativamente o número de informações de negócios e oferta para arroz depositado durante o mês de outubro. Na Campanha e na Zona Sul, as variações desses dois preços – depositado nas indústrias e o “livreâ€- estiveram em percentuais bastante próximos.
ANÃLISE CEPEA – O Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58 grãos inteiros) acumulou queda de 1,4% em outubro, após fechar em alta durante seis meses consecutivos – em abril/12, o Indicador subiu 6,4%, em maio/12, 2,96%, em junho/12, 1,12%, em julho/12, 6,24%, em agosto/12, expressivos 15,82% e em setembro/12, 10,87%.
Segundo pesquisadores do Cepea, ao longo de outubro/12, beneficiadoras gaúchas reduziram paulatinamente o interesse de compra, quando comparado aos meses de setembro e agosto. Isso porque essas empresas estavam retirando o volume adquirido em perÃodos anteriores, seja junto a orizicultores ou nos leilões de venda de arroz em casca do governo federal. Além disso, as vendas de arroz beneficiado aos grandes centros consumidores estiveram lentas no correr de outubro, de acordo com relatos de agentes colaboradores.
Orizicultores consultados pelo Cepea, por sua vez, estiveram concentrados nas atividades de plantio da safra 2012/13 durante a segunda quinzena de outubro, aproveitando as chuvas do inÃcio do mês.
Enquanto em parte da Fronteira Oeste o ritmo do plantio esteve mais lento, devido à s constantes chuvas ao longo de outubro, na Zona Sul, alguns produtores já encerraram o cultivo do arroz, iniciando, inclusive, as atividades envolvendo a soja. Agentes do mercado também afirmaram que não tiveram grande necessidade de fazer “caixaâ€, especialmente nas duas últimas semanas de outubro.
Leilão de venda da Conab
De acordo com dados da Conab, os quatro leilões de venda de arroz em casca realizados em outubro totalizaram oferta de quase 288 mil toneladas e venda de 30,78% (88,638 mil toneladas). O preço médio de todo o volume ofertado em outubro é de R$ 36,53/sc de 50 kg. O menor preço foi registrado para lote de Santa Vitória do Palmar (R$ 25,65/sc) no leilão do dia 11, e o maior, para Mostardas (R$ 42,65/sc), no do dia 2. De maneira geral, agentes colaboradores pelo Cepea queixam-se da baixa qualidade do arroz ofertado nos leilões e da lentidão na retirada do produto.
Arroz de 60 grãos inteiros
De setembro para outubro, o preço médio mensal do arroz de 60% grãos inteiros no Rio Grande do Sul foi de R$ 39,07/sc de 50 kg, alta de 2,66%. Dentre as regiões, o maior aumento no preço médio mensal, de 3,72%, ocorreu na PlanÃcie Costeira Interna (com a média a R$ 40,12/sc em outubro). Na Zona Sul, o preço médio mensal teve alta de 3,63% (R$ 39,93/sc) no mesmo perÃodo. Na Fronteira Oeste, a elevação foi de 3% (R$ 38,53/sc); na PlanÃcie Costeira Externa, de 1,28% (R$ 40,33/sc); na Campanha, de 1,06% (R$ 37,92/sc) e na Depressão Central, de 1% (R$ 38,65/sc). Vale informar que, devido ao baixo número de preços coletados na região de PlanÃcie Costeira Externa no correr de outubro, foram fechadas médias apenas nos dias 30 e 31 do mês.
Arroz depositado e arroz “livreâ€
Considerando-se as médias de setembro/12 e de outubro/12, o diferencial entre o preço do arroz “livre†(depositado nos armazéns dos produtores) e o do arroz depositado nas beneficiadoras registrou ligeira queda, passando de 1,22 real/sc para 0,94 real/sc. O mesmo comportamento foi observado entre agosto e setembro deste ano, quando o diferencial passou de 1,3 real/sc para 1,22 real/sc. Dentre as regiões que compõem o Indicador do arroz, observou-se que, na Depressão Central, na Fronteira Oeste e na PlanÃcie Costeira Interna, o aumento na cotação média do arroz depositado foi mais intenso que o do arroz “livreâ€. Nas duas primeiras regiões, este resultado pode estar ligado à disponibilidade interna das beneficiadoras da região. Já na PlanÃcie Costeira Interna, o cenário possivelmente reflete o desinteresse de compra das empresas, o que reduziu significativamente o número de informações de negócios e oferta para arroz depositado durante o mês de outubro. Na Campanha e na Zona Sul, as variações desses dois preços – depositado nas indústrias e o “livreâ€- estiveram em percentuais bastante próximos.
Análise sobre o mercado de arroz elaborado pelo Cepea.
Equipe: Profa. SÃlvia Helena G. de Miranda, Maria Aparecida N. S. Braghetta e Ariane Sbravatti.
cepea@usp.br






