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17.10.2016 | CEPEA - ARROZ - SETEMBRO / 2016

ANÃLISE CEPEA – O Indicador ESALQ/SENAR-RS do arroz em casca, 58% grãos inteiros, caiu 1,4% no acumulado de setembro, fechando a R$ 49,66/sc de 50kg no dia 30. A média mensal, de R$ 50,05/sc, ficou 0,9% abaixo da de ago/16, mas 21,3% superior à de set/15 (valores atualizados pelo IGP-DI de ago/16). Apesar da baixa disponibilidade do produto no mercado sul-rio-grandense, devido à queda na produção no primeiro semestre e ao período de entressafra, a retração compradora pressionou as cotações. 

Indústrias sinalizaram dificuldade em repassar os atuais níveis de preços ao arroz beneficiado no atacado e varejo. Com isso, parte dos engenhos seguiu fora do mercado, enquanto outros deram preferência a aquisições do produto depositado em seus armazéns, permanecendo recuados para aquisições de arroz “livre†(depositado em silos de terceiros). Vale considerar, ainda, que o volume de arroz importado aumentou em 2016 em 53,5% (jan-ago), favorecido pela valorização do Real frente ao dólar, contribuindo com o abastecimento interno. Já as exportações se mantêm estáveis no comparativo anual. 

Do lado vendedor, orizicultores não exerceram pressão de venda. A maioria ofertou apenas conforme a necessidade de “fazer caixa†para atender aos compromissos de safra. Além de algumas despesas de custeio e/ou de investimento ainda da temporada 2015/16, o foco dos produtores é cobrir despesas de curto prazo para a preparação do solo e/ou o cultivo da nova safra (2016/17). No geral, há certo otimismo quanto ao clima nesta nova safra, podendo contribuir para elevar a produtividade e reduzir os custos unitários – ao contrário da safra colhida em 2016. 

Dados do Irga (Instituto Rio Grandense de Arroz) divulgados no dia 29 de setembro indicam que a semeadura da safra 2016/17 atingiu 21,3% da área estimada, de 1,09 milhão de hectares. Na dianteira do semeio está a Fronteira Oeste, com 49,1% da área prevista para a região (318,2 mil hectares). Na sequência, vem a Campanha, com 18,1% da área esperada (163,7 mil hectares). Na Zona Sul, o semeio atingiu 16% da área (178,1 mil hectares). Na Planície Interna, está em apenas 6,78% (148,5 mil hectares); na Planície Externa, em 3,18% (138,3 mil hectares), e na Depressão Central, em 2,4% (144,5 mil hectares).  

Cenário Internacional

No cenário internacional, de acordo com relatório do USDA, os preços do arroz para exportação da Tailândia, importante player mundial, recuaram entre 1% e 2% pela segunda semana consecutiva no final de setembro, pressionado pela expectativa de menores valores com o avanço da colheita de arroz branco em áreas irrigadas nas regiões inferiores do Norte e do Planalto Central. Com o atraso no semeio de arroz branco nessas localidades, o pico da colheita é esperado para novembro/16.

Em setembro, todos os contratos futuros de arroz da Bolsa de Chicago (CME Group) acumularam alta, depois de recuarem por três meses consecutivos. De 31 de agosto a 30 de setembro, o vencimento Nov/16 subiu 4,8%, a US$ 9,885/quintal (45,36 kg); o contrato Jan/17 teve aumento de 4,5%, a US$ 10,125/quintal; Mar/17, de 4,4% (US$ 10,360/quintal). O contrato Set/16, encerrado no dia 14, acumulou elevação de 4,2% em setembro, fechando a US$ 9,580/quintal.

Mercado em Mato Grosso

Em Mato Grosso, o preço do arroz em casca se manteve firme em setembro, entre R$ 72,00 e R$ 75,00/sc de 60 kg posto indústria da região de Sinop/Sorriso, para os rendimentos de 52% a 58% de grão inteiros – mesmos patamares observados em agosto/16. Boa parte dos produtores seguiu recuada para venda de arroz em casca, com alguns ativos diante da necessidade de “fazer caixaâ€. As atenções estiveram voltadas ao semeio da soja no estado. Do lado comprador, a indústria mostrou baixo interesse em novas aquisições. Beneficiadoras afirmam que possuem estoque de arroz recebido na safra e/ou adquirido do Rio Grande do Sul.

Preços do arroz em casca – Outros grãos inteiros 

O preço do arroz com 59% a 62% - O preço médio recuou 0,99% no acumulado de setembro, fechando a R$ 50,57 no dia 30, com a retração mais expressiva sendo observada no intervalo de 23 a 30 de setembro, de 0,86%. Entre 31 de agosto e 30 de setembro, o preço médio teve alta apenas na região da Campanha, de 0,2%, a R$ 49,45/SC. Nas demais praças acompanhadas, houve queda, de 2,15% na Fronteira Oeste (R$ 49,91/sc); de 1,73% na Planície Cost. Interna (R$ 52,00/sc); de 0,92% na Depressão Central (R$ 49,28/sc); e de 0,46% na Zona Sul, a R$ 51,29/sc. Na Planície Externa, entre 30 de agosto e 30 de setembro, o preço médio subiu 0,53% (R$ 52,18/sc). 

Para os rendimentos de 63% a 65% de grãos inteiros, o preço médio do RS caiu 4,63% no balanço de setembro, fechando a R$ 53,14/sc de 50kg no dia 30. Na região da Planície Costeira Externa, a queda foi de 4,41%, a R$ 53,43/sc. Nas demais regiões, poucos negócios ocorreram em setembro, devido à baixa disponibilidade desses grãos, segundo colaboradores consultados pelo Cepea.  

Para arroz de 50% a 57% de grãos inteiros, de 31 de agosto a 30 de setembro, o preço médio no RS caiu 3,06%, fechando o mês a R$ 49,45/sc de 50 kg. De 26 a 30 de setembro, a baixa foi de 1,42%. Regionalmente, a Plan. Costeira Interna teve queda de 2,18%, a R$ 50,29/sc; e a Zona Sul, de 1,32%, a R$ 50,00/sc. Para as demais regiões, não houve número de informações suficiente para divulgação de médias.



  


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