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30.09.2015 | CEPEA - ARROZ - AGOSTO/2015

ANÃLISE CEPEA – Em agosto, o Indicador ESALQ/SENAR-RS (58% grãos inteiros) acumulou alta de 5,7%, fechando a R$ 35,82/saca de 50 kg – vale lembrar que o Indicador registrou tímida alta de 0,7% em julho e caiu nos primeiros seis meses de 2015. Em termos mensais, a média, de R$ 34,61/sc, esteve 2,75% maior que a de julho/15, mas 13,3% inferior à de dezembro/14 (dados deflacionados pelo IGP-DI de julho/15).  

No Rio Grande do Sul, ao longo de agosto, orizicultores seguiram retraídos e disponibilizaram seus lotes de arroz em casca somente para atender os compromissos desta safra e/ou de plantio da temporada 2015/16. Considerando-se a prorrogação das parcelas de custeio da safra 2014/15 para o final de 2015, o acesso ao EGF (Empréstimo do Governo Federal) e até mesmo a liberação do custeio da próxima safra (2015/16), produtores planejaram suas vendas de casca a fim de alcançar preço maior. 

Do lado comprador, indústrias aumentaram seus preços de aquisição tanto para o arroz depositado como para o arroz “livre†(armazenado nas propriedades rurais). Com a baixa oferta, indústrias tiveram que ampliar a busca por arroz em casca, demandando o produto de outras regiões do País. Estas novas aquisições foram direcionadas especialmente para o mercado doméstico e uma parcela também para exportação. 

No cenário internacional, o preço médio de exportação recuou pelo 12º mês consecutivo. Segundo relatório da FAO, de julho para agosto/15, o Ãndice do Arroz FAO (que é composto por 16 preços de referência de exportação) caiu 0,95% e, na parcial deste ano, 6,7% (de dez/14-ago/15). O enfraquecimento da demanda internacional pesou sobre os preços de exportação em agosto. Dos 14 preços divulgados, 10 recuaram de julho para agosto e 13 acumulam queda na parcial de 2015 (dez/14 a ago/15).   

Quanto à oferta mundial, o USDA reduziu, por mais um mês, a expectativa de produção de arroz da safra 2015/16, pressionada pelas retrações nas ofertas da Tailândia, Estados Unidos, Argentina, Camboja, Iraque e Coreia do Sul. Mesmo assim, a produção poderá ser recorde, chegando a 478,6 milhões de toneladas de arroz beneficiado, ligeira alta de 0,51% frente à temporada 2014/15.  

Relatório do USDA divulgado na última semana de agosto indicou que a semeadura de arroz estava sendo finalizada na Tailândia. A colheita da safra 15/16 é esperada para ser iniciada em novembro/15, e a estimativa de produção se manteve em 18 milhões de toneladas – 7% menor que a temporada anterior, devido à seca que atinge o país. Ao contrário da Tailândia, Myanmar tem registrado enchentes. De acordo com o relatório do Departamento Norte-Americano, cerca de 393 mil hectares de arroz foram inundados. O país, importante exportador de arroz, poderá registrar produção entre 5% e 8% menor neste período de chuva (monções). Além das perdas na lavoura, o governo aponta que houve inundações de armazéns, o que pode prejudicar a distribuição nacional de arroz.  

Mercado em Mato Grosso

Por mais um mês, o preço da saca do arroz em casca subiu em Mato Grosso. De julho para agosto/15, orizicultores mantiveram baixa a intenção de venda frente ao interesse de compra de demandantes, tanto para os lotes depositados nos armazéns das indústrias como os de fora. Alguns produtores estiveram voltados à colheita de milho, enquanto outros, atentos à comercialização de produtos como a soja. Na primeira quinzena de agosto, o preço para o arroz de 55% a 58% grãos inteiros esteve em torno de R$ 41,00/sc de 60 kg, tanto para o arroz “livre†como para o depositado, posto na região de Sinop/Sorriso. Já na segunda quinzena, os valores pagos subiram e oscilaram entre R$ 45,00 e R$ 48,00/sc de 60 kg. Vale lembrar que, em julho/15, os preços estiveram entre R$ 41,00 e 42,00/sc de 60 kg.  

Preços do arroz em casca 60% de grãos inteiros

Em agosto o preço médio do arroz em casca com 60% de grãos inteiros no Rio Grande do Sul subiu 5,19%, fechando a R$ 36,29/sc de 50 kg no dia 31. A maior valorização mensal ocorreu na região da Zona Sul, de 5,94% (R$ 37,12/sc); seguida pela Campanha, de 5,7% (R$ 34,84/sc). Na Fronteira Oeste, o valor médio teve alta de 4,93% (R$ 36,16/sc); na Depressão Central, de 4,45% (R$ 35,17/sc) e na Planície Interna, de 3,77% (R$ 36,89/sc).



  


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