
ANÃLISE CEPEA – Em julho, o Indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias/BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% grãos inteiros) se manteve firme, com alta de 0,65%, fechando a R$ 33,89/saca de 50 kg no dia 31. Â
A sustentação para os preços ao longo de julho veio da retração dos orizicultores. Na última semana do mês, inclusive, alguns produtores chegaram a sair do mercado, tanto para as vendas do arroz depositado nas indústrias como para o arroz “livre†(armazenados nas propriedades rurais). Isso porque a renegociação do prazo de pagamento das parcelas de custeio da safra 2014/15, o acesso ao EGF (Empréstimo do Governo Federal) e a venda de outros produtos agropecuários, como soja ou gado, mantiveram esses produtores capitalizados.    Â
Do lado comprador, beneficiadoras mantiveram o baixo interesse por novas aquisições de casca em boa parte de julho. Entretanto, na última semana do mês, algumas empresas tiveram que aumentar os valores pagos ao produtor, visto que tiveram necessidade de aquisição para atender demandas dos mercados atacadista e varejista brasileiros e também de exportação.Â
De junho para julho de 2015, de acordo com dados da Secex, a exportação brasileira de arroz aumentou 38,5%. No entanto, no acumulado de jan-jul/15, as vendas totalizam 602,1 mil toneladas (eq. casca), queda de 20,8% frente ao mesmo perÃodo de 2014. O arroz semibranqueado, não parboilizado e polido mantém a liderança das vendas, com 45,2% do volume total exportado. Os principais destinos deste tipo de arroz foram: Cuba, Iraque, Peru e BolÃvia. O segundo tipo mais vendido é o arroz quebrado, com participação de 37,1% nas exportações, com os principais demandantes sendo Senegal, Serra Leoa e SuÃça. Com o dólar valorizado, agentes consultados pelo Cepea esperam que as exportações sigam crescentes nos próximos meses. Â
Quanto à s importações, segundo a Secex, também houve aumento no volume de junho para julho/15, de 9,9%. Já no acumulado de jan-jul/15, as compras brasileiras recuaram 41,9%, totalizando 300,7 mil toneladas frente ao mesmo perÃodo de 2014. O arroz semibranqueado, não parboilizado e polido foi o mais importado pelo Brasil, representando 50,9% do total; seguido pelo arroz castanho, descascado e não parboilizado, com 37,1% do total. Paraguai e Uruguai são os principais fornecedores brasileiros.Â
No cenário internacional, o preço médio de exportação recuou pelo 11º mês consecutivo. Segundo relatório da FAO, de junho para julho/15, o Ãndice do Arroz FAO (que é composto por 16 preços de referência de exportação) caiu 0,94% e, na parcial deste ano, 5,8% (de dez/14-jul/15). Já na Tailândia, para a maioria dos tipos divulgados, o preço médio de exportação subiu, devido à preocupação com a seca e com o atraso no plantio; já no Vietnã, a chegada da nova safra pressionou os valores. Â
De junho para julho, o arroz Vietnã 25% de quebrados caiu 3% e o Vietnã 5%, 1,5%. O Paq 25% recuou 4,05% e o arroz EUA (grão longo), expressivos 8,2%. Já o Tai parboilizado subiu 4,5%; o Tai 100% branco, 4% e o Tai 25% de quebrados, 3%.Â
Quanto ao consumo mundial, a FAO estima aumento de 1,4% na safra 2015/16 frente à anterior, para 507,2 milhões de toneladas de arroz beneficiado. Este aumento será suficiente para manter o consumo per capita estável, em 57,4 quilos.
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Mercado em Mato Grosso
Como produtor focado na colheita de milho, o preço do arroz em casca subiu em MT em julho. Já do lado comprador, até houve interesse por novas aquisições, mas, no geral, a demanda por arroz beneficiado esteve menos aquecida em julho frente ao mês anterior. Os valores para o arroz de 55% a 58% de grãos inteiros variaram de R$ 41,00 a R$ 42,00/sc de 60 kg, na região de Sorriso/Sinop – em junho/15, o intervalo esteve entre R$ 38,00 e R$ 40,00/sc.






