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18.05.2015 | CEPEA - ARROZ - ABRIL/2015

ANÃLISE CEPEA – Em abril, o Indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% grãos inteiros) teve ligeira queda de 0,6%, encerrando o mês a R$ 35,66/sc de 50 kg, com perdas na parcial do ano chegando a 6,2%. A média mensal foi de R$ 35,78/sc, praticamente a mesma de mar/15 (R$ 35,80/sc). 

Do lado vendedor, houve maior presença e interesse de negociação, devido à necessidade de “fazer caixa†para pagamento de despesas da safra 2014/15. Além disso, outros orizicultores, no intuito de adquirir insumos para a temporada 2015/16, também se mostraram mais interessados na venda do casca. 

Quanto aos compradores, indústrias de maior porte estiveram retraídas do mercado, sinalizando estar abastecidas para o curto e médio prazos. Porém, pequenas e médias empresas estiveram mais ativas, renovando seus estoques. Essas indústrias efetivaram bons volumes e a preços menores. No geral, prevaleceram as negociações do produto depositado, em detrimento daqueles em mãos diretamente do produtor. 

No campo, a colheita da safra 2014/15 foi praticamente finalizada em abril. Segundo informações do Irga (Instituto Rio Grandense do Arroz), 97% da lavoura havia sido colhida até 30 de abril. Ainda conforme dados do Instituto, a produtividade média obtida foi de 7,684 toneladas por hectare, o que gerará oferta de 8,38 milhões de toneladas de arroz em casca no estado sul-rio-grandense, contra 8,06 milhões de toneladas na safra passada. 

Para a Emater, a produtividade média do RS está em 7,69 t/ha, mas a oferta estimada é de 8,617 milhões de toneladas de arroz em casca. Para a Empresa, a produtividade das últimas lavouras está abaixo da obtida nas primeiras colheitas, mas acima da de 2014. 

No cenário externo, até dia 26 de abril, 39% da área prevista para os Estados Unidos na temporada 2015/16 havia sido cultivada, enquanto no mesmo período do ano passado o percentual era de 43% e, na média dos últimos cinco anos, de 54%. Na Bolsa de Chicago (CME Group), as cotações do contrato Maio/15 cederam 7,8% e as do Jul/15, 7,3%. 

Dados da FAO apontam ligeiro crescimento de 1,1% na oferta global deste ano, para 749,8 milhões de toneladas de arroz em casca, o equivalente a cerca de 500 milhões do cereal beneficiado. Essa previsão, porém, é parcial, uma vez que, no Hemisfério Sul, o arroz ainda está sendo colhido e, no Hemisfério Norte, os trabalhos de campo se iniciam entre maio e junho na Ãsia. 

Ainda segundo a FAO, as transações mundiais de arroz beneficiado devem se reduzir para 41,3 milhões de toneladas, 2% abaixo do recorde de 2014. A menor demanda vem especialmente do Oriente Médio, que, em 2015, deve ter maior estoque. Mesmo assim, espera-se que países da Ãfrica continuem demandando bons volumes. Já o consumo mundial de arroz deve subir para 505,7 milhões de toneladas, superando a oferta pelo segundo ano consecutivo.  

Em abril/15, segundo a Secex, a exportação brasileira de arroz recuou expressivos 65% frente a março. O faturamento foi de US$ 16,3 milhões (ou de R$ 49,55 milhões) em abril, recuo de 61,9% em dólar e de 63,2% em Reais frente ao mês anterior. O preço médio do arroz exportado foi de US$ 16,47/sc 50 kg em abril (ou de R$ 50,11/sc).  

Já a importação brasileira registrou ligeira alta de 2,85%, totalizando pouco mais de 46 mil toneladas, ainda segundo a Secex. De jan-abr/15, a balança comercial brasileira de arroz tem superávit de 144,2 mil toneladas, menor que o superávit do mesmo período de 2014 (174 mil toneladas).



  


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