
ANÁLISE CEPEA – Durante o mês de novembro, o Indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% grãos inteiros) registrou consecutivas altas, encerrando a R$ 37,84/sc de 50 kg, no dia 28, o maior valor nominal desde 13 de setembro de 2012 (R$ 37,98/sc) e valorização de 2,7%. A média mensal de novembro (R$ 37,30/sc) foi a maior desde dezembro/12, além de 1,53% superior à de outubro/14 e 6,22%, à de novembro/13 - valores deflacionados pelo IGP-DI de outubro/14.
Quanto às principais regiões consultadas pelo Cepea, o preço médio registrou a maior alta na Zona Sul, de 3,9%, que foi favorecida também pela realização de novos contratos de exportação. Na Campanha e Depressão Central, a valorização foi de 2,8% cada, na Planície Costeira Interna, de 2,7% e na Fronteira Oeste, de 1,6%.
Este cenário foi resultado do interesse de compra das indústrias, apesar das queixas quanto às vendas de arroz beneficiado aos grandes centros consumidores. Com isso, beneficiadoras pediram valores ligeiramente maiores para os lotes disponíveis no mercado spot, especialmente para o produto depositado nos armazéns. Além disso, a valorização do dólar frente ao Real favoreceu novos contratos de exportação de arroz brasileiro.
Para atender a demanda, além das compras no mercado spot, beneficiadoras arremataram 92,8% dos prêmios referentes a 105 mil toneladas de arroz em casca disponibilizadas pelo governo federal em dois leilões de venda no mês.
Do lado vendedor, boa parte dos produtores esteve fora do mercado, sem necessidade de “fazer caixa e com as atenções voltadas ao semeio da safra 2014/15. Além disso, com a expectativa de novas valorizações, estiveram no aguardo de um cenário mais atrativo. Entretanto, alguns comercializaram lotes para entregas programadas para novembro e dezembro e recebimento nos primeiros meses de 2015.
Quanto às exportações brasileiras de arroz, em outubro/14 houve aumento de 33,9% no volume de acordo com dados da Secex, frente ao mês anterior, totalizando pouco mais de 83 mil toneladas (equivalente arroz em casca). Na parcial de 2014 (até outubro), o Brasil vendeu mais de 985 mil toneladas, 7% superior ao mesmo período de 2013. As importações também aumentaram, porém em ritmo menor, 7,3% frente a setembro (92,3 mil toneladas). No entanto, na parcial de 2014 as compras externas totalizaram quase 755 mil toneladas, queda de 16,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Mercado de arroz em Mato Grosso
Em novembro, o preço da saca de 60 kg de arroz em casca em Mato Grosso permaneceu firme. Como no Rio Grande do Sul, produtores mato-grossenses disponibilizaram poucos lotes. Com o baixo índice pluviométrico em algumas localidades do estado, o plantio de soja atrasou, o que podia adiar também o cultivo do arroz. Por outro lado, a indústria manteve o interesse de compra, visando atender os setores atacadista e varejista locais, e também de outros estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo. O arroz em casca de 55-57 grãos inteiros foi negociado entre R$ 38,00 a R$ 40,00/sc de 60 kg, posto indústria, região Sinop/Sorriso. Para o arroz de 58 grãos inteiros, o valor oscilou entre R$ 39,00 e 41,00/sc.
Arroz 60 grãos inteiros.
O valor médio do arroz de 60% de grãos inteiros no Rio Grande do Sul acumulou valorização de 2,79%, encerrando novembro a R$ 38,32/sc de 50 kg no dia 28. Entre as regiões consultadas pelo Cepea, a maior alta foi observada na Campanha, de 3,71% ao valor médio de R$ 36,82/sc, no mesmo período. Na sequência vieram Zona Sul, com aumento de 3,49% (R$ 39,30/sc), Fronteira Oeste, de 2,51% (R$ 38,25/sc), Planície Interna, de 2,4% (R$ 39,51/sc) e Depressão Central, de 2,13% (R$ 36,56/sc).






