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21.08.2014 | CEPEA - ARROZ - JULHO/2014

ANÃLISE CEPEA – Em julho, o Indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Garande do Sul, 58% grãos inteiros) recuou 1,8%, fechando a R$ 35,88/sc de 50 kg no dia 31. A média mensal, de R$ 35,96/sc, foi 1,77% inferior à de junho e 1,21% menor que a julho/13 (valores atualizados pelo IGP-DI de junho/14). 

Na primeira quinzena do mês, a pressão sobre as cotações do arroz em casca foi maior no Rio Grande do Sul, devido à posição recuada das indústrias, especialmente as localizadas nas regiões da Zona Sul e Planície Costeira Interna. Do lado vendedor, a oferta também esteve maior. Orizicultores venderam seus lotes para “fazer caixa†para pagamentos de custeio e outros compromissos de safra. De maneira geral, empresas alegaram fraco ritmo de venda de arroz beneficiado aos grandes centros consumidores e também no fechamento de novos contratos de exportação.  

Já na segunda quinzena de julho, os preços do casca chegaram a se recuperar, influenciados pela maior demanda dos segmentos atacadista e varejista, que fizeram com que indústrias aumentassem as compras do casca. Orizicultores gaúchos, por sua vez, limitaram as ofertas nesse período, visto que já haviam feito “caixaâ€.  

Quanto à oferta nacional da safra 2013/14, foi estimada alta de 3,1% pela Conab, com produção de 12,184 milhões de toneladas, refletindo o aumento na produtividade, já que a área plantada ficou praticamente estável. Entre os estados nacionais, destacam-se os incrementos na produção de 32,9% no Maranhão e de 9,7% em Mato Grosso, terceiro e quarto lugares na produção brasileira. O estado de Santa Catarina, segunda maior colheita do Brasil, teve aumento de 4,1%.  

Em relação à produção mundial, o relatório de julho do USDA (Departamento de Agricultura Norte-Americano) ainda estimou aumento de 0,4% na safra 2014/15, para 479,4 milhões de toneladas de arroz beneficiado. Em relação ao relatório de junho, houve redução da oferta da Ãndia, para 104 milhões de toneladas, e elevação da disponibilidade do Vietnã e dos Estados Unidos, para 28,2 e 7,2 milhões de toneladas, respectivamente. 

Arroz de 60% grãos inteiros

Em julho, o preço médio do arroz de 60% de grãos inteiros no Rio Grande do Sul acumulou queda de 1,56%, encerrando o mês a R$ 36,41/sc de 50 kg (dia 31). Na Planície Costeira Interna, o preço recuou 3% no mesmo período, indo para R$ 36,58/sc. Na Zona Sul, o valor médio caiu 2,5% (a R$ 37,19/sc no final do mês); na Depressão Central, 2,2% (R$ 35,13/sc); na Planície Externa, 1,88% (R$ 36,95/sc) e, na Campanha, 0,59% (R$ 35,33/sc). Na Fronteira Oeste, o valor médio se manteve estável, a R$ 36,60/sc. 

Redução da Base de Cálculo no Rio Grande do Sul

Diante dos questionamentos quanto à perda de competitividade das indústrias do Rio Grande do Sul na venda interestadual do fardo de arroz beneficiado, a Secretaria Estadual da Fazenda definiu que haverá Redução da Base de Cálculo (RBC) nas vendas de arroz para fora do estado. Segundo a Secretaria, as vendas para as regiões Sul e Sudeste, que tinham alíquota de 12%, passam a ter alíquota de 7%. Para as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e ao Espírito Santo, a alíquota passa de 7% para 4%. Em todos os casos, tratam-se de operações de arroz beneficiado de produção própria. As novas alíquotas valem de 1º de agosto a 31 de outubro de 2014, e a renovação está condicionada à manutenção ou ampliação da arrecadação das indústrias beneficiadoras do setor, sendo o valor no mínimo igual ao verificado no mesmo período de 2013.



  


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