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16.07.2014 | CEPEA - JUNHO - ARROZ

ANÃLISE CEPEA – Em junho, o Indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Garande do Sul, 58% grãos inteiros) acumulou queda de 0,8%, encerrando o mês a R$ 36,47/sc de 50 kg (dia 30). Este movimento foi reflexo do menor interesse de compra das indústrias no correr do mês. Orizicultores, por sua vez, mesmo com a redução nos valores de compra por parte das beneficiadoras, disponibilizaram seus lotes ao mercado, devido à necessidade de “fazer caixaâ€. 

Após o término da colheita da safra 2013/14, parte das beneficiadoras receberam o produto de contratos feitos anteriormente com os orizicultores, reduzindo a necessidade de compra no mercado spot. Além disso, agentes alegaram que esteve fraco o ritmo de venda de arroz beneficiado aos setores atacadistas e varejistas dos grandes centros consumidores. Ainda, segundo colaboradores consultados, também houve retração nas aquisições de casca para atender contratos de exportação, deixando o mercado com menor liquidez. 

Já em Mato Grosso, o preço médio do arroz em casca permaneceu estável em junho. O arroz de 53-55% de grãos inteiros foi negociado entre R$ 31,00 e R$ 32,00/sc de 60 kg, posto indústria da região de Sorriso e Sinop. A média de R$ 31,50/sc de 60 kg é equivalente a R$ 26,50/sc de 50 kg; valor 29% inferior ao da região gaúcha da Planície Interna, maior referência para o arroz parboilizado no Rio Grande do Sul.

Em junho, indústrias e produtores mato-grossenses entraram no mercado somente quando houve necessidade de atender compromissos. Indústrias se queixaram da lentidão nas vendas de beneficiado e deram preferências para os lotes depositados em seus armazéns. Produtores, por sua vez, estiveram atentos à colheita de milho e venderam lotes de casca somente para “fazer caixaâ€. 

Quanto à balança comercial brasileira, de janeiro até maio esteve superavitária, em 211,7 mil toneladas. Nesse período, enquanto as exportações brasileiras aumentaram 34,1%, totalizando 535,6 mil toneladas, as importações recuaram 36,8%, somando 323,9 mil toneladas. 

No cenário internacional, o relatório do USDA (Departamento de Agricultora dos Estados Unidos) divulgado no dia 12 de junho confirmou o crescimento de 0,7% na produção mundial de arroz em 2014/15, para 480,7 milhões de arroz beneficiamento. Dos 16 maiores produtores, espera-se diminuição na oferta em quatro países, manutenção em dois e crescimento nos demais. Para o consumo mundial, a estimativa é de 482,2 milhões de toneladas, aumento de 1,4% sobre a temporada anterior. Dos 16 maiores consumidores, há sinalização de queda em dois, estabilidade no Vietnã e crescimento nos demais. Os estoques finais devem cair 1,3%, para uma relação estoque final/consumo de 23%, o menor em quatro safras. 

No acumulado de junho, todos os contratos futuros na Bolsa de Chicago (CME/CBOT) recuaram, mantendo o mesmo movimento observado em maio/14. Estas retrações podem estar atreladas a estimativas indicando aumento na produção e na exportação dos Estados Unidos para a safra 2014/15 e às boas condições das lavouras de arroz indicadas no relatório do último dia 30.  

Arroz de 60% grãos inteiros

No acumulado de junho, o preço médio do arroz de 60% de grãos inteiros no Rio Grande do Sul acumulou queda de 0,53%, fechando a R$ 36,91/sc de 50 kg no dia 30. Entre as regiões, o preço médio teve a maior queda na Zona Sul, de 1,97%, ao valor de R$ 38,09/sc; na Planície Externa, o recuo foi de 0,79% (R$ 37,61/sc); na Planície Interna, de 1,09% (R$ 37,69/sc); na Campanha, de 1,25% (R$ 35,45/sc). Já na Fronteira Oeste, o valor médio subiu 0,7% entre 30 de maio e 30 de junho, fechando o período a R$ 36,54/sc e, na Depressão Central, 0,62% (R$ 35,70/sc).

 



  


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