
ANÃLISE CEPEA – Em maio, o Indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% grãos inteiros) subiu em praticamente todo o mês, com as variações mais intensas sendo observadas na primeira quinzena (1,5%) – a presença mais ativa de indústrias naquele perÃodo impulsionou as cotações do arroz. Na segunda metade de maio, a elevação do Indicador foi de 0,9%, acumulando aumento de 2,4% no mês. No dia 30, o Indicador fechou a R$ 36,78/sc de 50 kg, o quarto maior patamar deste ano, ficando abaixo apenas dos Indicadores dos dias 23, 24 e 27 de janeiro. A média mensal, de R$ 36,37/sc, foi 3,8% maior que a de abril/14 e 1,1% acima da de maio/13, em termos reais (valores atualizados pelo IGP-DI de abril/14). Â
No acumulado de maio (entre 30 de abril e 30 de maio), o preço médio registrou alta em todas as regiões produtoras do Rio Grande do Sul. O maior aumento no valor médio foi observado na Zona Sul, de 3%, seguida pela Campanha, de 2,8%. Na Depressão Central, o preço acumulou aumento de 2,4%; na Fronteira Oeste, de 2,2%; e na PlanÃcie Costeira Interna, de 1,7%.Â
O maior interesse de compra por parte das indústrias, especialmente no inÃcio do mês, esteve atrelado à necessidade de atender os setores atacadista e varejista dos grandes centros consumidores brasileiros. Novos contratos de exportação também deram sustentação aos preços. Entretanto, em meados de maio, indústrias alegaram lentidão nas vendas de arroz beneficiado e dificuldade em repassar custos. Com isso, as novas aquisições foram feitas apenas quando houve necessidade.Â
Segundo agentes consultados pelo Cepea, em maio, se observou uma maior concorrência com os estados do Centro-Oeste, devido à disponibilidade de arroz de Mato Grosso e Tocantins, que tiveram boa colheita e produtividade. Além disso, a proximidade do encerramento da colheita da safra 2013/14 no Rio Grande do Sul, de pouco mais de 8,3 milhões de toneladas, traz expectativa de abastecimento para os próximos meses. Â
Orizicultores também estiveram mais interessados na venda na segunda quinzena de maio, especialmente dos lotes armazenados nos depósitos das indústrias, devido à necessidade de “fazer caixaâ€. Porém, não houve interesse de negócios de volumes expressivos. Produtores têm expectativa de continuidade do bom desempenho das exportações de arroz do Brasil, o que ajudaria a reduzir a disponibilidade interna.Â
No cenário internacional, há expectativa de quedas nos preços internacionais devido à s estimativas de aumento na produção e no estoque dos Estados Unidos para a safra 2014/15, importante exportador mundial, e aos leilões de venda dos estoques públicos da Tailândia. De acordo com relatório do Departamento de Agricultura Norte-Americano, entre 1º de janeiro e 18 de maio deste ano, as exportações de arroz tailandês totalizaram cerca de 1,5 milhão de toneladas, aumento de 2% frente ao mesmo perÃodo de 2013.  Â
Em abril/14, o Ãndice do Arroz da FAO (que é composto por 16 preços de referência de exportação) caiu 0,84% frente a março/14. Já na parcial de 2014 (dez/13-abr/14), o aumento é de 4%.
Mato Grosso
Em maio, o preço da saca de arroz em casca recuou em Mato Grosso, movimento contrário ao observado no Rio Grande do Sul. Este cenário aumenta a competitividade do preço de Mato Grosso frente ao produto do estado gaúcho. O expressivo aumento no volume colhido e na produtividade do estado, de 33,3% e 10,5%, respectivamente, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), influenciou a queda nos preços ao longo de maio. Diante deste cenário, indústrias ofertaram preços menores para compra de casca, inclusive, devido à boa capacidade de armazenamento que as empresas do estado apresentam. Quanto aos preços, o arroz de 54-55% de grãos inteiros foi negociado de R$ 31,00 a R$ 32,00/sc de 60 kg na segunda quinzena de maio, posto indústria da região de Sorriso e Sinop. O preço médio de R$ 31,50/sc de 60 kg é equivalente a R$ 26,50/sc de 50 kg. Â
Arroz de 60% grãos inteiros
Em maio, o preço do arroz de 60% de grãos inteiros no Rio Grande do Sul acumulou alta de 1,82%, encerrando o mês a R$ 37,11/sc de 50 kg (dia 30). Entre as regiões, o maior aumento também foi observado no valor médio da Zona Sul, de 3,03%, entre 30 de abril e 30 de maio, a R$ 38,86/sc (dia 30). Seguida pela Campanha, com alta de 3,24% (R$ 35,90/sc); na Fronteira Oeste, de 2,26% (R$ 36,29/sc); na Depressão Central, de 1,91% (R$ 35,48/sc); e na PlanÃcie Costeira Interna, de 0,48% (R$ 38,11/sc). Já na PlanÃcie Costeira Externa, o valor médio recuou 2,52% no mês, e encerrou a R$ 37,91/sc no dia 30 de maio.






