
ANÃLISE CEPEA – Em março, o Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% de grãos inteiros) acumulou queda de 1,3%, encerrando o mês a R$ 33,98/sc de 50 kg. Vale considerar, no entanto, que os preços caÃram com um pouco mais de força somente na primeira semana de março, recuperando parte das perdas na segunda quinzena do mês.
Priorizando a colheita, principalmente na segunda metade de março, poucos orizicultores ofertaram lotes de arroz. Parte dos produtores preferiu vender a soja e o boi para “fazer caixaâ€, em detrimento do arroz. Ainda houve aqueles que tiveram acesso ao EGF (Empréstimo do Governo Federal), sem necessidade de venda imediata.
Neste cenário de baixa oferta em pleno perÃodo de colheita, indústrias do Rio Grande do Sul precisaram pagar valores ligeiramente maiores pelos lotes de arroz da nova safra.
No primeiro trimestre de 2014, as frequentes chuvas e os dias de sol quentes e noites frias trouxeram preocupações quanto à qualidade do grão e à produtividade desta safra nas várias regiões gaúchas. Em algumas localidades da PlanÃcie, agentes se queixaram do forte calor observado no inÃcio deste ano. Já nas regiões dos Lagos dos Patos, PlanÃcie Externa, produtores estavam satisfeitos, apesar do atraso na colheita. Produtores da Zona Sul também estavam satisfeitos com a qualidade dos grãos desta praça.
Na segunda quinzena de março, o clima esteve favorável ao avanço da colheita de arroz em todo o estado, depois de ter sido paralisada devido à s frequentes chuvas. Assim, a colheita de arroz da safra 2013/14 atingiu 55,83% da área plantada no Rio Grande do Sul, segundo dados do Irga (Instituto Rio Grandense do Arroz) divulgados no dia 28 de março. A produtividade média foi de 7.841,82 kg/ha. A região da Fronteira Oeste manteve-se bem na frente das demais, com 81,13% da área colhida; seguida pela PlanÃcie Costeira Externa e pela Campanha, com 50,57% e 50,45%, respectivamente. Ainda segundo o Irga, em março, toda a lavoura já estava pronta para ser colhida. Apesar de o clima ter favorecido a colheita no mês, as atividades estiveram atrasadas frente ao observado na safra 2012/13, quando 78% da área já havia sido colhida em março.
De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção brasileira de arroz poderá chegar a 12,7 milhões de toneladas na safra 2013/14, aumento de 8% frente à safra anterior. Para esta temporada, houve aumento de 3,6% na área plantada e de 4,3% na produtividade, chegando a 5.137kg/ha. O Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, poderá colher 5,7% a mais na safra 2013/14, resultado do aumento de 3,8% da área semeada, devido à boa capacidade dos mananciais para irrigação. A produtividade também poderá ser 1,8% maior no estado gaúcho.
No primeiro bimestre de 2014 (jan-fev), a balança comercial brasileira do arroz esteve superavitária, em 45,6 mil toneladas. No mesmo perÃodo de 2013, a balança estava deficitária, em 7,6 mil toneladas. Entre jan-fev/14, as exportações brasileiras somaram 173,6 mil toneladas, 4,5% inferiores à s de jan-fev/13. As importações brasileiras de arroz caÃram 32,4% na parcial de 2014 frente ao primeiro bimestre de 2013, totalizando 127,9 mil toneladas.
No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou informações sobre paÃses que participam da pauta de exportação brasileira, como a Nigéria e Benin. Para a Nigéria, segundo o Departamento, a produção de arroz poderá aumentar em 16,9% na safra 2013/14 frente à anterior. O governo nigeriano colocou o arroz na lista em que constam cinco produtos em que se objetiva o aumento da produção. Quanto à importação, está estimado aumento de 16% na safra 2013/14.
Em relação à Benin, o USDA aponta que o governo do paÃs tem se concentrado na produção de milho e no arroz, visando a segurança e autossuficiência alimentar. A agricultura de Benin contribui com 35% do PIB e com 80% das receitas de exportação, sendo que o principal produto é o algodão.
Arroz de 60% grãos inteiro
Em março, o preço médio do arroz de 60% de grãos inteiros no Rio Grande do Sul registrou queda de 1,19%, indo para R$ 34,37/sc de 50 kg no dia 31. Entre as regiões, o valor médio na Zona Sul caiu 2,68% no acumulado de março, encerrando o mês a R$ 35,33/sc. Na PlanÃcie Costeira Externa, o preço recuou 2,19% (R$ 36,56/sc). Na Depressão Central, a queda foi de 1,95% (R$ 33,54/sc), na PlanÃcie Costeira Interna, de 1,62% (R$ 35,91/sc), e, na Campanha, de 1,33% (R$ 33,68/sc). Já na Fronteira Oeste, o preço médio subiu 0,88%, a R$ 33,80/sc no final de março.






